quarta-feira, 6 de maio de 2009

Rumo ao 41° CONGRESSO DA UEE-MG e 51º CONGRESSO DA UNE

MOVIMENTO ESTUDANTIL

MUITO MAIS QUE ESTUDANTE EM MOVIMENTO.



HISTÓRICO

A luta pela liberdade, avanços e progressos no Brasil e no mundo passa pela juventude. Seja pelo seu estado contestador, seja pela sua capacidade de mobilização, energia e fé no futuro. O jovem não se sente responsável pelo mundo que aí está, e de fato não é, e vê em toda sua longa vida pela frente espaço para um paradigma diferente. Foi assim na história do mundo, foi assim na história do Brasil.

Em todos os momentos onde a pátria esteve ameaçada, ou ocorreram avanços a juventude esteve presente na trincheira.

Não é o caso de idolatrar uma parcela etária da sociedade, a mesma geração de jovens que combateu o exército soviético, adorou Hitler, a batalha da Maria Antônia foi entre jovens dos dois lados.

O que digo é que organizadamente a juventude é força necessária em qualquer processo de ruptura ou avanços no país e no mundo. Não há mudança sem a juventude. Não há projeto de avanço na sociedade sem contar com a juventude.

JOVENS CONTRA OCUPAÇÃO

Já no século XVIII, na ocupação francesa do Rio, o então representante da coroa portuguesa evadiu-se da capital, tomada pelos franceses, a juventude a enfrentou em trincheiras, barricadas e táticas de guerrilha nas ruas do Rio contendo os invasores até a chegada de reforço de tropas.

JOVENS ABOLICIONISTAS

Na jornada abolicionista do século XIX foram os tribuneiros em defesa da libertação dos escravos. Nas ruas, nos livros e nos jornais, a juventude fez o belo combate, nos quilombos negros jovens rebelavam-se e a abolição, tardiamente foi conquistada apenas no final do século retrasado

UNE

O primeiro período republicano no Brasil não foi de calmaria como as eleições café com leite denotavam. Agito pelas cidades eclodiam e a juventude operária, na prática, tomou a cidade de São Paulo em 1917.

Em 1937, mês de agosto, a UNE foi fundada, não ainda como UNE, mas já como entidade de representação máxima dos estudantes.

ANTIFACISMO

A primeira luta de grande envergadura foi no combate ao nazi-fascismo, exigindo a entrada do Brasil na guerra ao lado da URSS, EUA e Inglaterra contra Alemanha, Itália e Japão. Nas passeatas da UNE foi construída a FEB.

PETRÓLEO É NOSSO

No pós guerra a UNE participou da campanha petróleo é nosso, contra as elites nacionais e principalmente internacionais. O Brasil criou, no governo Getúlio Vargas, a Petrobras e todo o parque siderúrgico nacional, entregue a posterior aos estrangeiros por FHC, com o DNA dos estudantes e da UNE.

CADEIA DA LEGALIDADE

Quando Jânio renunciou as elites se apressaram para impedir a posse de Jango, foi do Palácio do governo gaúcho o endereço provisório da UNE, para lá transferiu sua sede, diretoria e política, ao lado de Brizola, a mais importante entidade da cadeia da legalidade que reconduziu Jango ao governo central.

CPC, PELAS REFORMAS DE JANGO

As mudanças mais radicais propostas por um presidente do Brasil teve a UNE como parceira. As lutas pelas reformas de base encontraram bandeiras azuis com o mapa do Brasil em todos os atos. A luta pela reforma universitária (não confunda pelo nome com a prima bastarda mais nova) foi encabeçada pela UNE. As demais reformas de base teve a UNE como grande divulgadora. De avião pelo país a diretoria através do UNE volante e do CPC divulgava os avanços e pressionavam por avanços maiores.

Veio o golpe, a primeira ação das forças reacionárias foi incendiar a sede da UNE.

CONTRA A DITADURA

A UNE reagiu já em 1966 grandes passeatas com vítimas fatais, atravessavam o país contra a ditadura e o acordo MEC USAID.

Em 1968 a UNE lidera grandes marchas, em 28 de Março o exército assassina Edson Luís no restaurante Calabouço no Rio, surge a campanha “Mataram um estudante, podia ser seu filho”. Passeatas em todo o país, a maior delas a passeata dos cem mil, após esta grande mobilização o sistema radicaliza, a UNE também, as massas se afastam. No congresso da UNE acabam todos presos, na capa dos jornais, “Acabou a UNE”, no outro dia eclodem passeatas por todo país e surge o lema “A UNE SOMOS NÓS NOSSA FORÇA NOSSA VOZ”.

Com a direção presa, as lideranças radicalizando, as massas se afastando, o AI5 foi à patada final da ditadura. Realizaram se novos encontros e eleições na UNE até 1972, mas já na clandestinidade completa.

RECONSTRUÇÃO DA UNE

Em 1979, a UNE após três encontros nacionais reorganiza-se definitivamente em Salvador.

Período longo, a anistia as diretas. Em 1987 a UNE realiza uma eleição direta, o PCdoB ganha, é contestado, surge uma gestão caótica e divida, imobiliza a UNE, após esta gestão uma eleição congressual onde a oposição vence. Dividida e imobilizada a UNE passa a constituinte sem jogar um papel maior. Em maio de 1991 a oposição (o PCdoB já havia retomado a UNE de novo) chega a dizer pode ficar com este cadáver para vocês.

FORA COLLOR

O movimento do Fora Collor foi uma mistura de muitos elementos, rebeldia armazenada, oportunidade política, papel da imprensa, mas inconteste é o papel da UNE e UBES. Travou-se uma luta contra a imprensa pela direção do movimento, luta amplamente favorável às entidades. A imprensa chamava os estudantes a irem de preto, as entidades de verde e amarelo e a cor predominante foi o verde e amarelo. Datas marcadas pela imprensa não ocorriam, pelas entidades sim. Foram as maiores passeatas da história do Brasil, superando em muito a marca dos 200 mil em São Paulo e no Rio.

Com a vitória no impeachment uma nova fase de avanços do ME. Foi retomada, a meia entrada, passe livre em diversas capitais, a nova lei de mensalidades e uma ampla reorganização de entidades de base.

No governo FHC a UNE continuou a dar enfrentamento, participando ativamente da construção da CMS, então opocisionista e anti neoliberal. A passeata dos cem mil contra FHC foi um marco importante, a UNE aproximou se também da cultura, realizando a primeira bienal da UNE em Salvador.

OS MENINOS E O ...........povo NO PODER

Veio o governo Lula. A cooptação geral dos movimentos sociais foi o maior mal que este governo fez. Não chamou o movimento para a defesa de uma plataforma política, para avanços.

Foi dito e sugerido e aceito, esperem e verão. Esperou-se, viu-se menos ainda, Apenas na crise do mensalão olhou-se para o movimento social, pedindo perdão e apoio.

No segundo governo a UNE foi definitivamente institucionalizada. Suas ações não tinham como norte seus congressos, suas deliberações, as opiniões dos estudantes ou as propostas mais avançadas para o país, mas os interesses daqueles que ocupam espaços no governo. A disputa parece ser não mais de espaço, mas por espaço.

Não confundamos ter autonomia com não ter diálogo, como setores mais sectários apregoam. É legítimo o governo indenizar a UNE e reconstruir sua sede, é legítimo conversar e dialogar com o governo é papel da UNE propor e negociar com o governo e com o Congresso, a UNE fez isso inclusive com a ditadura em 1968, mas o que vimos hoje não é isso. É abaixar, entregar ser cooptado.

Na história da UNE alguns governos nacionais, como os trabalhistas de Getúlio e Jango e governos democráticos como Itamar, aproximaram-se da UNE, mas nunca antes na história desta entidade a UNE se cooptou, se apequenou como nestes últimos seis anos.

No governo Getúlio cerrava-se fileiras em defesa do Petróleo é nosso, mas não se cooptava no Jango a mesma coisa. Era apoio às reformas e independência da entidade. Mesmo no Itamar com sua lei de mensalidades e a relação grande entre UNE e setores do governo a UNE não deixou inclusive de ocupar o Ministério da Fazenda.

“O novo sempre vem...”

O movimento estudantil no Brasil pode e deve vangloriar-se, por ser o único movimento de massa unificado. No sindical existem mais de dez centrais; o mesmo ocorre no comunitário, dos trabalhadores rurais e do hip hop.... A unidade sempre foi uma das marcas dos estudantes. O movimento estudantil foi sempre combativo, nunca fugiu à luta. Esteve à frente dos principais embates do povo brasileiro, da campanha do Petróleo é nosso até o Fora Collor, passando pelas Diretas Já.

A característica central da atuação do movimento estudantil foi sempre à defesa dos interesses dos estudantes e do povo brasileiro, independente de quem dirigia os rumos do País. Chegou a transferir sua sede para Porto Alegre, quando o então governador Leonel Brizola dirigiu a campanha da legalidade contra o golpe militar que visava impedir a posse de Jango Goulart, sucessor legal de Jânio Quadros, que renunciara ao mandato. No governo Jango, apoiou as transformações sociais que aquele governante defendia. Apoiou também de forma decisiva a posse e as iniciativas anti-neoliberais do presidente Itamar Franco em seu breve período de presidência, mas sem perder em nenhum desses momentos sua independência e autonomia.

Lamentavelmente, nestes últimos cinco anos o movimento estudantil vacila. Não se bate com a força necessária contra a política macro-econômica, anti-nacional e anti-popular imposta à Nação. Esse é o grande desafio da nossa intervenção, reverter e denunciar o imobilismo da atual força hegemônica, propor nova alternativa aos estudantes e Reinventar o Movimento Estudantil.

Educação

Reuni

O Reuni é um Programa do Governo Federal que prevê o apoio a programas de reestruturação e expansão nas universidades pública federais. Toca num dos principais problemas do ensino superior público brasileiro - o acesso, embora a juventude seja a favor de uma política de extensão de vagas no setor público, isso deve vir invariavelmente acompanhado de mais investimentos públicos para o ensino superior. O governo sinaliza com ampliação de 20% de verbas às universidades federais que aderirem ao REUNI, isso não nos parece suficiente, basta percebermos que esse aumento de 20% serviria apenas para equilibrar o déficit histórico existente na educação pública superior brasileira.

Por outro lado, não podemos simplesmente negar o fato de esse ser um primeiro passo do Estado brasileiro no sentido de corrigir tal defasagem. Apenas a negação ao REUNI, pode nos levar a perda de uma grande oportunidade de acesso a milhares de estudantes nas universidades públicas federais, com o simples argumento que essa corrida atrasada do Estado em ampliar por demais o acesso, poderá acarretar perda de qualidade, visto que a contrapartida de recursos é insuficiente para mantê-la. Isso nos leva a refletir, que qualidade para poucos também não parece justo. O fato é que, o governo aponta um programa de expansão desse vulto, sem uma discussão mínima com a sociedade civil organizada, principalmente dos setores de defesa da educação, ele a implementa por decreto, no caso o Decreto nº 6096, ou seja, a empurra goela abaixo, nisso perde apoio e qualidade no programa, que poderia sim ser melhorado, e atender de modo mais eficaz a demanda das organizações da sociedade civil nesse setor.

Maiores investimentos públicos nas universidades públicas.


A crise fortalece o apelo histórico dos movimentos de defesa pela educação – por maiores investimentos na educação. O governo ignora por completo o clamor dos setores progressistas, em favor de uma burguesia internacional que acaba de levar o mundo econômico ao colapso. Essa elite não contente por impor aos povos do mundo inteiro privações que os deixam por muita das vezes à abaixo da condição de seres humanos, impõe de todas as formas o acumulo excessivo de capital, e ainda agora nos levam ao constrangimento de vermos o nosso suor, emprego e economias servirem para pagar suas aventuras financeiras. Vemos perplexos governos do mundo inteiro esvaindo suas economias para salvar esse sistema capitalista. Esforço qual não vemos, se quer do nosso governo em investir nas questões sociais, e principalmente na educação pública, única área capaz de promover a inversão das matrizes de produção impostas por esse sistema capitalista e seu famigerado sistema de divisão internacional de trabalho.

Regulamentação do ensino privado

O papel da universidade particular tem que ser auxiliar e ser controlada pelo Estado. Deve-se observar a qualidade destes cursos, freando o surgimento de “uniesquinas” da vida, que ilude o estudante e não lhe dá um ensino a altura. O credenciamento destes cursos deve ser mais rigoroso e com a participação das entidades estudantis. A aprovação do PL 6489/2006 que regulamenta o aumento das mensalidades é urgente, e as nossas entidades estudantis devem realizar uma ampla campanha de mobilização, conscientização e pressão junto aos deputados. O cunho mercadológico que pretende se dar hoje na universidade deve ser duramente combatido e denunciado. Os três pilares básicos e indissolúveis da conceituação de universidade devem prevalecer nas nossas instituições. A juventude deve estar atenta a esse ataque e não permitir que cursos de extensão, pesquisas, e outras atividades acadêmicas sejam cobradas à parte das mensalidade, ou que sejam simplesmente patrocinadas por empresas privadas onde a fatura vira depois.

Precisamos sim é de mais condições de entrar e permanecer nas universidades. Apontamos para o fim do vestibular, e para medidas que garantam a permanência dos estudantes nelas.

Para isso é importante lutarmos por mais verbas para educação, com garantia de investimentos de 7% do PIB na educação, a última aplicação foi de 3,5%. Ampliar a oferta de vagas os níveis e modalidades da educação, como o técnico e tecnológico. Queremos uma assistência estudantil capaz de suprir as demandas como, moradia, bandejão, transporte, creches, e outras necessidades importantes à permanência na universidade.

M Meia-entrada acesso a cultura de qualidade, fora a cota de 40%.

Com a chamada “Meia-entrada pra valer! Cotas. Tô fora!” a juventude deve encabeçar de maneira mais consistente uma campanha nacional em resposta ao projeto de Lei nº 4571/08. Que limita a 40% a utilização do direito a meia-entrada nos eventos culturais o que, na prática, torna-se impossível de conferir e fiscalizar. Os produtores de eventos dispõem de leis de incentivo a cultura como a lei Rouanet, e verbas orçamentárias tais como Fundo Nacional de Cultura, além do patrocínio das estatais, o que consideramos justo e deve ser sempre ampliado, já que cultura, assim como educação para nós são visto como investimento e não gasto. O que não é justo e subtrair a única conquista que os estudantes brasileiros têm para ter acesso a bens culturais. O direito da meia entrada é fruto de uma intensa e persistente luta dos estudantes.

Fim da DRU

Devido à crise mundial novamente o governo pensa “lançar mão” da ameaçadora DRU, propõe impor o contigencimento, quando o Estado precisa de mais investimentos, o governo aponta mais do mesmo, ou seja, em favor ao pagamento de juros exorbitantes a banqueiros, através da manutenção de um superávit primário que só nos retira sonhos e esperança de um país mais justo e igualitário socialmente, justamente penaliza as áreas sociais e de produção, seus primeiros alvos a serem atingidas a saúde, educação, assistência social e infra-estrutura. Áreas que precisam, é de mais investimentos para humanizar a as dificuldades sociais do momento e impulsionar a produção nacional, e não de novos contingenciamentos, para bancar crises desse sistema que já retira tanto da classe trabalhadora.

Reserva de 50% das vagas nas públicas.

Pela reserva de vagas nas públicas de 50% para estudantes oriundos do ensino público, observando a proporcionalidade para afro-descentendes, indígenas e deficientes físicos, e de cada região, bandeira histórica do Movimento Estudantil. É preciso mobilização de todas as forças da sociedade para corrigirmos esse grave erro do sistema de acesso a universidade pública, onde os estudantes que têm melhores condições financeiras preparam se melhor nas escolas particulares de ensino médio, sem a necessidade de trabalharem e estudarem. Enquanto a grande maioria dos estudantes brasileiros por suas condições sociais e a falta de uma educação básica e média de qualidade sofre nos bancos das universidades particulares, quando conseguem entrar, pelas altas mensalidades, pela falta de assistência estudantil, pelo fantasma da inadimplência, pela gritante falta de qualidade, pela falta de regulamentação do ensino privado. São barrados sistematicamente das universidades públicas que têm melhor qualidade, e que são sustentadas com o dinheiro público, principalmente da classe trabalhadora que é quem é mais taxada por impostos nesse país. São barrados por esse infame filtro social no setor educacional que é o vestibular. Somos pelo imediato fim desse sistema perverso de avaliação ao ingresso na universidade pública brasileira.

Outros pontos:

  • A UNE e o Governo Lula: uma relação marcada pela falta de independência e autonomia;
  • Elevar o patamar da discussão política nas universidades, reafirmando nosso compromisso histórico de que educação superior é ferramenta e área privilegiada, para as transformações sociais necessárias no país, e não simplesmente para reproduzir e formar novos técnicos para o gerenciamento do atual sistema;
  • Poder de decisão da base, não há os fóruns adequados em minas – CEEG’s e CEEB’s, nem propostas de ir às universidades realizar debates de qualidades;
  • Reorganizar o ME no Estado, privilegiando sua organização na base com DA’s, CA’s e DCE’s;
  • Comunicação que chegue as bases;
  • Politica nacional de transporte estudantil;
  • Defesa do piso salarial nacional dos professores;
  • Comprometimento do meio universitário com a educação basica;
  • Defender o Pré Sal como subsidio para a revolução educacional;
  • Criação de uma Coordenaçào de formação politica nas entidades estudantis;
  • Em defesa da diversidade sexual;
  • Em defesa da Amazonia;
  • Pela reestatização da Vale do Rio Doce

Este documento ainda se encontra em construção COLABORE conosco enviando criticas e sugestões através do email reinventarmg@yahoo.com.br.


COORDENAÇÂO ESTADUAL DO MOVIMENTO REINVENTAR

segunda-feira, 20 de abril de 2009

CEEG da UEE-MG convoca Congresso



Caros estudantes,

Gostaríamos de convidar todos a participar de dois grandes momentos para o movimento estudantil. Trata-se de dois fóruns das históricas entidades que tem o dever de representar os estudantes universitários a nível estadual e nacional, a União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais (UEE-MG) e a União Nacional dos Estudantes (UNE).

Há menos de dois meses para a realização do fórum máximo de deliberações do movimento estudantil, o 51º Congresso da UNE, estudantes do país inteiro elegem seus estudantes-delegados e as entidades estaduais realizam os seus congressos, em Minas Gerais o 41º Congresso da UEE.

Os estudantes vão eleger o presidente e a nova diretoria das duas entidades para os próximos dois anos, além de deliberar sobre as futuras bandeiras do movimento estudantil.


Essa é uma excelente oportunidade para que os estudantes de diversas instituições de ensino superior (IES) mostrem sua cara e contribuam para uma nova era do ME com total independência perante quaisquer governos.

Este ano, temos uma árdua batalha nesse campo com a realização da Conferência Nacional de Educação e na luta contra a retirada do direito a meia-entrada em eventos culturais e esportivos.


O Movimento Reinventar mais uma vez se organiza pra ter uma participação coerente com as lutas dos estudantes e preocupados com o resgate das entidades estudantis em nosso estado, que, a muito tempo se encontram em um profundo ostracismo.

Sua contribuição na construção de nossa pré tese e na tiragem de delegados é importante para que possamos reinventar a UEE-MG e a UNE e trazer sua luta para o lado do movimento real e organizado por estudantes para os estudantes e em favor dos estudantes.

O processo de tiragem de delegados já está acontecendo em diversas IES pelo DCE ou, caso não exista, por uma comissão de dez alunos.

Para maiores informações seguem os contatos:
FUMEC, PUC São Gabriel – Bruno 31 9601-2449
tiopickles@hotmail.com
Newton Paiva – Fabiano 31 8806-8065 fabtamiett@yahoo.com.br
Estácio de Sá – Maíra 31 9621-2991 maira.nascimento@hotmail.com
PUC Coração Eucarístico – André Melo 31 8612-6081
andrefbmelo@yahoo.com.br
Isabela HendrixPolianna 31 9719-1884 poliannasoalheiro@yahoo.com.br
Outras Faculdades movimentoreinventarmg@hotmail.com




Coordenação do Movimento Reinventar

terça-feira, 14 de abril de 2009

O Filho do Empregado Não Terá o Mesmo Acesso a Cutura que o Filho do Patrão!

A Comissão de Educação do Senado Federal cedeu ao lobby dos produtores de espetáculo e aprovou, no dia 25 de novembro, o substitutivo da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) ao PLS 188/07. Com o pretexto de impedir a falsificação e o conseqüente prejuízo da classe artística a Comissão de Educação acabou abrindo a brecha para um verdadeiro apartheid cultural. O texto limita a venda de ingressos pela metade do preço a 40% do total de lugares oferecidos ao público. É o início do fim da meia-entrada. Será que algum Senador imagina ser possível, no dia a dia das bilheterias, conferir e fiscalizar o cumprimento destas cotas? Qual será o resultado disso, se não a inviablidade do acesso a cultura àqueles que não tem grana - já que para os estudantes abonados a decisão dos Senadores não faz a menor diferença. O Senador Cristovam presidiu a reunião. O Cristovam que defende a educação plena; o piso nacional de professores; a obrigatoriedade de filhos de políticos estudarem em escolas publicas, desta vez “mandou mal”. Ficou em cima do muro com posição dúbia e vacilante. Ao fazer média com os artistas globais presentes a reunião, a Comissão de Educação, na prática, inviabilizou o uso de um direito conquistado a duras penas. Trata-se de um claro retrocesso. Mas a luta está apenas começando. O resultado desta lamentável decisão do Senado ecoará nas salas de aula de todo o Brasil. Foi uma grave afronta que os estudantes brasileiros não deixarão passar em branco. E a história do Brasil sabe do que os estudantes são capazes. O Movimento Reinventar também sabe qual é sua bandeira e quais são seus aliados. Estamos ao lado dos estudantes. Sempre!

Coordenação do Movimento Reinventar

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Jornada de lutas da UBES em defesa do Meio Passe em BH

Nesta última quinta feira dia 02 de Abril cerca de 400 estudantes de varias escolas de BH e região metropolitana se reuniram para mais uma manifestação em defesa do meio passe estudantil, foi a segunda em menos de uma semana. A Manifestação se concentrou na praça Afonso Arinos por volta das 9:00 hs e partiu em caminhada para porta da prefeitura de BH. O ato faz parte do calendário da Jornada Nacional de Lutas da UBES, que este ano pauta a questão do fim do vestibular.

O Movimento Reinventar marcou presença colhendo assinaturas para o abaixo assinado contra as cotas na meia entrada, além de se posicionar em defesa do piso salarial nacional do professor.

Belo Horizonte amarga o titulo de única capital onde não existe qualquer beneficio no transporte público para o estudante, essa luta já dura 20 anos o que trás a revolta por parte dos estudantes principalmente das escolas públicas. Representantes das entidades estudantis foram recebidos pelo
assessor do prefeito Márcio Lacerda (PSB) que agendou uma reunião com os estudantes para a segunda quinzena deste mês.

Segundo Bruno Lacerda diretor da UCMG e integrante do coletivo do Movimento Reinventar, é importante a unidade das entidades estudantis neste momento para que sejam elaboradas sugestões que garantam o beneficio, "a falta de acordo entre as correntes politicas e movimentos que dirigem as entidades torna muito difícil esta conquista".
A reunião com Márcio Lacerda é aguardada com muita expectativa pelos estudantes de BH que prometem tomar as ruas da cidade com protestos cada vez mais acentuados caso não sejam atendidos.

Movimento Reinventar MG

segunda-feira, 23 de março de 2009

sexta-feira, 6 de março de 2009

Movimento Reinventar em Minas lança campanha de formação de Grêmios Estudantis

Com o objetivo de fortalecer a participação do estudante no estado a coordenação do movimento reinventar lança a campanha de formação e orientação dos Grêmios Estudantis.

O Movimento que já tem participação destacada nesta gestão da UCMG (União Colegial de Minas Gerais) amplia suas bases e já faz ofensivas com o propósito de incentivar o fortalecimento da participação estudantil em todo o estado. A meta é de atingir 50 escolas na capital e outras 50 escolas pelo interior até o mês de Julho de 2009.

Segundo o estudante João Pedro Galvão do grêmio do colégio Magnum, a escola que já tem o seu grêmio organizado tem a obrigação de ajudar na expansão em outras escolas, ele afirma também que o carater do grêmio deve ser cultural, desportivo e político e voltado para incentivar a participação do jovem estudante nas comunidades escolares em consoancia com as associações de moradores do bairro onde a escola se localiza.

Já para o estudante Gianini Pelizer do CEFET-MG é importante ampliar o debate sobre educação nas escolas uma vez que nem todos tem acesso a participação nestes espaços, e o grêmio bem estruturado tem o dever de trazer atona esse debate.

De agora em diante é colocar a camisa do movimento e inundar Minas Gerais de Grêmios Esclarecidos.





domingo, 15 de fevereiro de 2009

Piso Salarial Profissional Nacional – Lei nº 11.738 de 16/7/2008

O que é?

Em 16 de julho de 2008 foi sancionada a Lei 11.738, que instituiu o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica, regulamentando disposição constitucional (alínea ‘e’ do inciso III do caput do artigo 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias).

O piso salarial profissional nacional é o valor abaixo do qual os entes federativos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) não poderão fixar o vencimento inicial das carreiras do magistério público da educação básica, para a jornada de, no máximo, 40 (quarenta) horas semanais.

Qual o valor do Piso?

O valor do piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica com formação em nível médio na modalidade Normal foi fixado pela Lei em R$ 950,00 (novecentos e cinqüenta reais).

Governadores de alguns estados moveram Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a lei. Em decisão cautelar, o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que o termo “piso” deve ser entendido como a remuneração mínima a ser recebida pelos professores.

Esse valor pode incluir gratificações ou outras vantagens pecuniárias?

De acordo com o artigo 2o da Lei 11.738/2008, até 31 de dezembro de 2009 admite-se que para atingir o valor do piso sejam computadas as vantagens pecuniárias pagas a qualquer título. Após essa data, ainda segundo a lei, o valor do piso deverá corresponder ao vencimento inicial da carreira.

Até que o STF analise a constitucionalidade da norma, no julgamento de mérito, os professores das escolas públicas terão a garantia de não receber abaixo de R$ 950,00, podendo ser somados aí o vencimento básico (salário) e as gratificações e vantagens. Esse entendimento deverá ser mantido até o julgamento final da ADI 4167.

Deve-se destacar que a definição do piso nacional não impede que os entes federativos tenham pisos superiores ao nacional. De qualquer forma, devem ser resguardadas as vantagens daqueles que percebam valores acima do referido na Lei. Assim, se um professor recebe atualmente uma remuneração mensal superior a R$ 950,00, seja ela composta de salário, gratificação ou outras vantagens, a implementação do piso poderá fazer com que tais vantagens sejam incorporadas ao seu vencimento, mas não poderá reduzir sua remuneração total.

Para que profissionais o Piso se aplica?

O valor de R$ 950,00 do piso se aplica para profissionais do magistério público da educação básica com formação em nível médio na modalidade Normal com jornada de 40 horas semanais.

Quais são os profissionais do magistério público da educação básica?

Por profissionais do magistério público da educação básica entendem-se aqueles que desempenham as atividades de docência ou as de suporte pedagógico à docência, isto é, direção ou administração, planejamento, inspeção, supervisão, orientação e coordenação educacionais, exercidas no âmbito das unidades escolares de educação básica, em suas diversas etapas e modalidades, com a formação mínima determinada pela legislação federal de diretrizes e bases da educação nacional.

Qual o valor do Piso para profissionais de nível superior?

A Lei não fixa valor para a remuneração de profissionais de nível superior.

O valor do Piso fixado para profissionais com formação em nível médio deve servir de ponto de partida para a fixação dos vencimentos dos profissionais de nível superior ou com outros graus de formação, a critério de cada ente federativo.

O que a Lei prevê em relação à carga horária dos profissionais do magistério?

A lei prevê que o piso de R$ 950,00 seja aplicado para uma jornada de 40 (quarenta) horas semanais.

Além disso, prevê que, na composição da jornada de trabalho, o limite máximo para desempenho das atividades de inteiração com os educandos é de dois terços dessa carga horária.

Em decisão cautelar da ADI 4167, movida pelos governadores, o STF declarou inconstitucional a regra que determina o cumprimento de no máximo dois terços da carga dos professores para desempenho de atividades em sala de aula. Esse entendimento deverá ser mantido até o julgamento final da ADI 4167.

Pode haver jornada inferior a 40 horas?

Não há qualquer vedação na Lei para instituição de jornadas inferiores a 40 horas.

Como devo calcular o valor do Piso para profissionais com jornada inferior a 40 horas semanais?

O Piso deve ser calculado de forma, no mínimo, proporcional.

Assim, por exemplo, para um professor de nível médio com jornada de 20 horas semanais (50% da jornada máxima de 40 horas semanais), o valor não poderá ser inferior a R$ 475,00 (50% do valor do Piso).

A partir de que data deve ser pago o piso?

O Piso deve começar a ser pago em 1º de janeiro de 2009, de forma progressiva e proporcional, tendo seu valor integralizado em 1º de janeiro de 2010.

Quanto devo pagar a partir de janeiro de 2009? Como calcular os 2/3 da diferença entre o valor do Piso e o valor vigente?

A partir de 1º de janeiro de 2009 os entes federativos que estiverem pagando para seus professores valores inferiores a R$ 950,00 deverão reajustar os salários com aumento de 2/3 da diferença entre o valor do piso e o valor vigente.

Assim, é preciso, inicialmente verificar qual a diferença entre R$ 950,00 e o valor praticado no município ou estado. Deste valor, 2/3 ou 66,66% deve ser acrescido ao valor vigente em janeiro de 2009 e o 1/3 restante, ou 33,33%, em janeiro de 2010, completando 100% do valor do Piso.

Exemplo 1: No município A a remuneração atual de um professor de nível médio com jornada de 40 horas semanais é de R$ 800,00. A diferença entre este valor e o Piso Nacional é de R$ 150,00. Essa diferença deverá ser progressivamente incorporada à remuneração do professor, da seguinte forma:

Valor pago atualmente no município A R$ 800,00
Diferença entre o valor pago e o piso nacional R$ 150,00 (R$ 950,00 – R$ 800,00)
Aumento que deverá ser aplicado em 1/1/2009 R$ 100,00 (66,66% de R$ 150,00)
Total do vencimento em 1/1/2009 R$ 900,00 (R$ 800,00 + R$ 100,00)
Aumento que deverá ser aplicado em 1/1/2010 R$ 50,00 (33,33% de R$ 150,00)
Total do vencimento em 1/1/2010 R$ 950,00 (R$ 900,00 + R$ 50,00)


Exemplo 2: No município B a remuneração atual de um professor de nível médio com jornada de 40 horas semanais é de R$ 500,00. A diferença entre este valor e o Piso Nacional é de R$ 450,00. Essa diferença deverá ser progressivamente incorporada à remuneração do professor, da seguinte forma:

Valor pago atualmente no município B R$ 500,00
Diferença entre o valor pago e o piso nacional R$ 450,00 (R$ 950,00 – R$ 500,00)
Aumento que deverá ser aplicado em 2009 R$ 300,00 (66,66% de R$ 450,00)
Total do vencimento em 1/1/2009 R$ 800,00 (R$ 500,00 + R$ 300,00)
Aumento que deverá ser aplicado em 1/1/2010 R$ 150,00 (33,33% de R$ 450,00)
Total do vencimento em 1/1/2010 R$ 950,00 (R$ 800,00 + R$ 150,00)


Como se dará a complementação da União?

A complementação da União para fins da integralização do valor do piso salarial se dará dentro dos limites fixados no inciso VI do caput do art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias que diz que até 10% (dez por cento) da complementação da União ao FUNDEB poderá ser distribuída para os Fundos por meio de programas direcionados para a melhoria da qualidade da educação.

As diretrizes, requisitos, critérios e forma para a distribuição destes recursos entre os entes federativos que não tenham disponibilidade orçamentária para cumprir o valor do piso salarial., ainda carecem de regulamentação, conforme previsão expressa da Lei.

De qualquer modo a complementação da União só deverá ocorrer a partir de 1º de janeiro de 2010 quando o valor do Piso será integralizado pelos entes federativos.

O que a Lei diz sobre Plano de Carreira e Remuneração?

A Lei diz que a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão elaborar ou adequar seus Planos de Carreira e Remuneração do Magistério até 31 de dezembro de 2009, tendo em vista o cumprimento do piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica.

Decisão liminar do STF altera alguns pontos da lei do Piso.

Confira a lei sobre o Piso Nacional do Professo

Fonte: MEC