quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Reinventar MG elege 2 diretores na UEE Minas

Defendendo a tese "A Hora e a vez de Minas Gerais" o Movimento Reinventar fechou sua participação no Congresso da União Estadual dos Estudantes garantindo duas diretorias: Diretoria Executiva de Cultura - Denise Russo e Diretoria de esportes - Edson Augusto.
Confira a tese em: https://docs.google.com/document/d/1qJ1M9mV8gX86h0jMjMxphjR4XyeCuOLZQ78BjzFHjx4/pub

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Reinventar na luta pelos quatro cantos de Minas Gerais

No dia 7 de setembro na cidade de Araçuaí-MG, um grupo de jovens ligados ao Movimento Reinventar na região do Vale do Jequitinhonha, foram às ruas demonstrar toda a sua indignação com a situação de nosso país, uma terra onde a corrupção se instaura no meio daqueles que deveriam lutar contra ela, e o abismo social existente entre ricos e pobres, apesar das medidas governamentais adotadas a nível federal, está longe de ser superado.
Após as manifestações ocorridas nesta pequena cidadezinha mineira, nós do Reinventar estamos certos de que a juventude não precisa estar nas grandes cidades para demonstrar seu amor pela pátria brasileira, sua vontade e capacidade de transformar o nosso país com justiça social e liberdade !!

Veja os depoimentos dos jovens estudantes do núcleo do Movimento Reinventar do Vale :

Gustavo Ornelas
https://www.facebook.com/photo.php?v=296522343818832&set=vb.100003832068241&type=3&theater

JHENNY CARDOSO
https://www.facebook.com/photo.php?v=296516527152747&set=vb.100003832068241&type=3&theater

ADONAY JO CALDERONE
https://www.facebook.com/photo.php?v=296507780486955&set=vb.100003832068241&type=3&theater 

O criador dos vídeos foi o companheiro do Reinventar do Vale do Jequitinhonha, jornalista Anderson Lages
https://www.facebook.com/photo.php?v=295452640592469&set=vb.100003832068241&type=3&theater

"Só nos resta a esperança de uma reversão radical que devolva aos brasileiros a ousadia de tudo repensar, para reinventar o Brasil que queremos" Darcy Ribeiro

sexta-feira, 14 de junho de 2013

43 Congresso da UEE MG

O MOVIMENTO REINVENTAR CONTINUA NA LUTA LADO A LADO COM OS ESTUDANTES PARA TRANSFORMARMOS MINAS GERAIS EM UM ESTADO CADA VEZ MAIS DESENVOLVIDO E COM OPORTUNIDADES PARA  A JUVENTUDE. PROVA DISSO É O MOVIMENTO QUE ESTAMOS FAZENDO AO 43 CONGRESSO DA UEE MG, ONDE OCUPAMOS A DIRETORIA DE CULTURA. ROYALTIES DO MINÉRIO, ESTADUALIZAÇÃO DA UEMG, EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL, SÃO ALGUNS DOS TEMAS TRATADOS EM NOSSA TESE QUE AINDA TRÁS ALGUNS OUTROS ASSUNTOS RELEVANTES PARA NOSSA SOCIEDADE. CONFIRA NOSSO TEXTO E DÊ A SUA OPINIÃO!! 

ACESSE :

https://docs.google.com/document/d/1qJ1M9mV8gX86h0jMjMxphjR4XyeCuOLZQ78BjzFHjx4/pub

sábado, 27 de abril de 2013








POR UMA EDUCAÇÃO DO TAMANHO DO BRASIL !!

A EDUCAÇÃO EM UTÓPOLIS - POR RONAN KNISPEL (estudante pré-vestibular)

O ENSINO MÉDIO EM UTÓPOLIS
O ensino médio em Utópolis é magnífico. Lá, a educação além de ser direito garantido pela constituição, é vivida por todos os cidadãos.
Em Utópolis não existe vestibular. Nas universidades, todas públicas, não faltam vagas e os alunos já são direcionados as universidades de acordo com seus interesses e conhecimento.
Como não existe vestibular, os alunos não são avaliados no ensino médio através das notas, e sim pelos conhecimentos adquiridos. A qualidade do aprendizado é infinitamente superior a que vimos hoje no Brasil, uma vez que, os alunos alem de receberem orientações de todas as áreas cientificas são incentivados a se aprofundar em áreas compatíveis com seu interesse e testes vocacionais semestralmente aplicados.
As escolas são extremamente bem estruturadas, contando com ginásios poliesportivos, salas amplas e com menor numero de alunos, bibliotecas bem equipadas, laboratórios de informática e pesquisas, que possibilitam um enriquecimento intelectual através do ensino pela prática, alem do ensino teórico. Os estudantes recebem cursos técnicos e de capacitação para que tenham uma profissão ao deixar o Ensino Médio e conseguir se sustentar financeiramente, no período universitário. 
Os alunos com dificuldade ou deficiência não são excluídos, mas acompanhados de maneira específica por cada escola. No currículo constam disciplinas que prezam pelo ensino da coletividade e de direitos civis garantidos pela constituição.
Todas bairros e comunidades são atendidos por pelo menos uma escola, o que torna a integração comunidade-escola exemplar. As famílias acompanham de perto o desenvolvimento dos estudantes, e projetos são arquitetados em parceria com as comunidades, adequando o conhecimento do aluno a sua realidade social. 
Houve um estudo que mostrou um diminuição acentuada da criminalidade relacionada com a diminuição da taxa de evasão escolar, que por sua vez, só foi possível após o governo investir grande parcela dos recursos federais na implementação deste modelo de Ensino.
Os objetivos deste modelo de educação somente foram alcançados após preocupação do governo em valorizar a classe docente. Os professores não reclamam de baixos salários, falta de incentivo à carreira e, más condições de trabalho. Há formação continuada e assistência curricular contínua promovida pelo governo. 
Não vem ao caso discutir se a escola de Utópolis realmente existe, mas aqui é representado o que seria o Ensino Médio que queremos. Quais medidas então seriam necessárias? A implementação de um Ensino Médio nesses parâmetros seria possível?
A lei de diretrizes e bases da educação de 1996 aponta que sejam destinados a educação um percentual mínimo de dez por cento dos recursos da união, porém em nosso país menos de sete por cento desses são aplicados. Em contrapartida, nosso legislativo, rodeado por escândalos, não pensa duas vezes antes de aprovar aumentos e mais aumentos de salários e benefícios.
Seria possível construirmos um ensino médio ideal, se os representantes da população em que votamos, ao tomarem posse de suas cadeiras, deixassem de lado os interesses partidários e individuais, nos livrando do eterno ser refém de utopias.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

JORNADA DE LUTAS

O MOVIMENTO REINVENTAR, QUE OCUPA HOJE A DIRETORIA DE CULTURA DA ENTIDADE REPRESENTADA PELA ESTUDANTE DENISE RUSSO, ESTEVE PRESENTE NO EVENTO QUE CONTOU COM  DIVERSAS ENTIDADES REPRESENTATIVAS DE JOVENS, ALÉM DAS FORÇAS QUE COMPÕEM O MOVIMENTO ESTUDANTIL EM MINAS.

 



Aconteceu no dia 4 de março, em Belo Horizonte, mais uma etapa da Jornada Nacional de Lutas da Juventude Brasileira, atividade esta que reúne estudantes, jovens da cidade e do campo, trabalhadores, feministas, juventudes partidárias, ecumênicas, coletivos LGBT, ativistas culturais, de meio ambiente e jovens das periferias com o tema “A minas que queremos”. A passeata percorreu as ruas do centro da capital mineira.


As principais bandeiras apresentadas foram mais investimento na Educação Pública, com a destinação de 10% do PIB para a Educação, e dos royalties do petróleo exclusivamente para o setor. Para Minas a juventude defende a aprovação do projeto de emenda à Constituição Mineira que visa criar recursos para que se defenda a criação do marco regulatório do Minério para investir em Educação, com recursos dos royalties do setor de mineração. O trabalho decente para a juventude, a reforma política, a redução da jornada de trabalho, a denúncia contra o extermínio da juventude negra e democratização dos meios de comunicação também estavam entre as bandeiras defendidas pelos jovens. Na foto abaixo, a companheira Bruna Carla do Movimento Reinventar de Minas em protesto contra o pastor homofóbico e Deputado Federal presidente da comissão de direitos humanos Marco Feliciano(PSC-SP).





53 CONUNE - CONGRESSO NACIONAL DA UNE

O Movimento Reinventar de Minas Gerais continua firme na luta pela educação brasileira! Prova disso é o movimento que estamos fazendo ao 53 Congresso da UNE, que acontecerá entre os dias 29 de maio e 2 de junho de 2013 na cidade de Goiânia - GO. Empenhados em garantir o financiamento da educação pelo investimento dos 10% do PIB nacional para a educação pública, a criação de um marco regulatório do pré-sal e do minério que resguarde a soberania nacional perante a exploração de suas reservas minerais e energéticas, estamos percorrendo as instituições de ensino superior (IES) em todo o estado para debatermos com os estudantes mineiros sobre nossas propostas, e convidá-los a caminharmos juntos por um país mais igualitário. Nossa luta do dia a dia visa também democratizar o acesso às universidades federais para todos os estudantes, melhorando a assistência estudantil e garantindo a permanência daqueles estudantes que se encontram em vulnerabilidade social. VAMOS JUNTOS MUDAR NOSSA REALIDADE E LUTAR POR UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE E ACESSÍVEL PARA TODOS!

PARA REINVENTAR A EDUCAÇÃO BRASILEIRA, ENTRE OUTRAS PROPOSTAS, DEFENDEMOS:

- 10% DO PIB NACIONAL PARA A EDUCAÇÃO JÁ!

- CRIAÇÃO DO MARCO REGULATÓRIO DO PRÉ-SAL E DO MINÉRIO E DESTINAÇÃO DOS RECURSOS PARA EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA;

- AMPLIAÇÃO E REFORMA DAS ESTRUTURAS DAS NOSSAS ESCOLAS PÚBLICAS  PASSANDO O HORÁRIO DAS AULAS PARA O TURNO INTEGRAL, GARANTINDO ÀS CRIANÇAS E ADOLESCENTES O ACESSO AO ESPORTE, CULTURA E LAZER NA ESCOLA;

- CRIAÇÃO DAS PRÓ REITORIAS DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL EM TODAS AS UNIVERSIDADE BRASILEIRAS;

- FIM DO AUMENTO ABUSIVO DAS TAXAS DE MENSALIDADE DAS UNIVERSIDADES PARTICULARES. QUEREMOS A REGULAÇÃO JÁ!

- PARIDADE NA CONSULTA ELEITORAL DE REITORIAS E DIRETORIAS DEMOCRATIZANDO AS DECISÕES DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS.

Movimento ao XIV Conselho Nacional de Entidades de Base - XIV CONEB da UNE

O XIV CONEB da UNE teve como objetivo debater com os estudantes
de todo o Brasil o tema “Reforma Universitária”. Dentre as atividades nos dias do
CONEB, 18 a 21 de janeiro, foram realizados exibição de filmes e curtas de teor
político, assim como debates sobre os temas:

Plano Nacional de Educação-PNE; Democratização do acesso à Universidade, o
novo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e o Sistema de Seleção Unificada
(SISU); Assistência Estudantil; Pesquisa e extensão no ensino superior; Hospitais
Universitários; Mobilidade Acadêmica e cooperação internacional; Sistema
de avaliação institucional do ensino superior; Universidade, desenvolvimento
regional, desenvolvimento nacional; Democracia e participação na Universidade;
Regulamentação do Ensino Superior Privado; Universidade e melhoria da educação
básica; Expansão do sistema federal de ensino superior; Lei de cotas.

O Movimento Reinventar de Minas Gerais não dormiu no ponto e se mobilizou em todo o Estado para fazer mais uma histórica participação no evento. Com expressiva bancada e  toda a energia da nossa juventude,  participamos junto as demais forças presentes no ME dos debates sobre as bandeiras de luta que acreditamos ser essenciais para garantir uma educação superior de qualidade, universal, democrática e popular para nosso país.

Acesse a nossa tese ao XIV CONEB da UNE
http://media.wix.com/ugd//94f690_e03bd1980e89b03aeec9f10b6686575e.pdf

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Jose Maria Rabelo participa da Posse da União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais que Relembrou os 50 anos da Cadeia da Legalidade

Diretoria eleita da UEE MG
Aconteceu na Assembléia Legislativa de Minas Gerais, na terça feira dia 20 de setembro, a posse da nova diretoria da UEE MG. O evento ocorreu no plenário II da casa com a participação dos Deputados Carlin Moura (PCdoB) e Antônio Júlio (PMDB), que em suas falas relembraram os tempos de sua militância estudantil, enfatizando a importância da organização dos estudantes para formação de cidadãos conscientes para enfrentar as lutas do dia a dia. Ambos citaram o exemplo da participação qualificada dos estudantes durante greve dos professores da rede estadual de Minas Gerais que já dura mais de 105 dias.

O evento foi marcado propositalmente pelos estudantes justamente no dia em que os professores mineiros definiram em assembléia, fazer uma vigília na ALMG, na tentativa de um diálogo com o governo. A Coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação Beatriz Cerqueira, aproveitou para passar os informes de como anda o movimento de greve e fazer um apelo para que os estudantes continuem apoiando o movimento grevista como tem sido feito até então. Após o encerramento de sua fala, os estudantes presentes gritaram palavras de ordem de apoio como “ O professor é meu amigo, mexeu com ele mexeu comigo”.

A JS PDT indicou para a solenidade de posse, o militante histórico e fundador do PDT, jornalista José Maria Rabelo. Na oportunidade aconteceu um ato de comemoração aos 50 anos da cadeia da Legalidade, movimento de resistência civil e militar capitaneado por Leonel Brizola, depois da renuncia de Janio Quadros em 1961. A resistência contou com apoio da UNE que provisoriamente transferiu sua sede para porto Alegre. Nesta ocasião o movimento garantiu a posse do Ex-Presidente João Goulart, que se encontrava em uma Conferência na China comunista de Mão-Tse-Tung, houve então  uma tentativa de golpe articulada por políticos contrários às políticas sociais reformistas de Jango, juntamente com militares. Em sua fala, Jose Maria Rabelo "alfinetou" que a insensibilidade social da Família Neves vem de muito tempo, relembrando que foi Tancredo Neves, um dos principais articuladores do regime parlamentarista após a garantia da legalidade. José Maria considerou importante a juventude de hoje conhecer e rememorar o movimento da Legalidade,  Rabelo  qualifica como um  movimento revolucionário Brasileiro, e o sem dúvidas um dos maiores exemplos de patriotismo em nossa história. Chorando ao fim de sua intervenção, lembrou da importância em sua vida de ter militado e sido companheiro de Leonel Brizola.

O Presidente eleito Rafael Leal recebeu a posse juntamente com a nova diretoria, prometendo muitas atividades dentre elas a garantia da nova sede da UEE e da ampliação da Luta pelo fundo Social do Minério para a educação. O militante do PDT e estudante de Ciências Atuariais da UFMG Thárcio Guzella, indicado pelo movimento Reinventar para ocupar a Vice Presidência da entidade, em sua fala demonstrou disposição total para a consolidação de uma entidade antenada nas lutas sociais, destacando a luta pelo Piso Salarial do Professor e também pela Estadualização da UEMG.
SECOM JS MG

quinta-feira, 7 de julho de 2011

42º Congresso da UEE MG

Durante os dias 23 a 26 de junho, no campus da Dona Lindu, da Universidade Federal de São João Del Rey (UFSJ), na cidade de Divinópolis, foi realizado o  42º Congresso da União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais, que contou com a presença de aproximadamente 400 delegados e 700 estudantes ao todo. O estudante de História da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL), Rafael Leal, foi eleito presidente da entidade. A principal Chapa de oposição manteve o espaço da vice presidência ampliando seu leque de forças políticas em relação ao último congresso em viçosa.

Podemos festejar, pois mesmo com muita dificuldade o congresso aconteceu. A UJS e aliados foram vitoriosos novamente, porém o recado da oposição foi claro, alto e em bom som queremos uma UEE chegue aos quatro cantos de minas respeitando a pluralidade das bases existentes, às lutas já travadas pelos estudantes que não se organizam em força política, ao nosso ver isso tem que ser um principio da UEE, a nova diretoria deve se solidarizar com cada luta de cada estudante mineiro pois são opiniões importantes, sinceras e coerêntes  às suas realidades locais. 

Continuamos dispostos a construir nas pautas de unidade. Não somos os donos da verdade mas a história do movimento Reinventar em Minas Gerais nos credencia a ser mais uma vez uma oposição responsável , faremos os apontamentos necessários  para a consolidação de uma UEE para todos os estudantes.

A defesa do Fundo Social alinhada a luta pelo aumento dos Royalties do mineiro, a jornada de lutas do ensino privado, a estadualização da UEMG e a luta pela sede da UEE serão sem dúvidas nossas prioridades para esta gestão. Contribuiremos também com a ampliação da rede do ME mineiro, construindo DAs e DCEs e valorizando mais ainda os espaços da próxima gestão como CEEB e CEEG. Precisamos de uma nova dinâmica pra UEE e o papel da oposição qualificada é justamente esse, passado o processo eleitoral, construir junto a toda diretoria mecanismos para a construção de uma entidade mais forte, legítima e democrática.


O resultado eleitoral do congresso foi o seguinte.

Chapa 4 – “Presente de luta que nos faz sonhar!” (UJS/PCdoB, Kizomba/PT, Mudança/PT, Tribo/PT, CNB/PT e JMDB): 248 votos;
Chapa 3 – “Oposição Unificada” (rebele-se PCR, Reinventar/PDT, PPS, AE/PT e Trabalho/PT): 122 votos;
Chapa 2 – “Vamos a luta” (PSOL e PCB): 17 votos;
Chapa 1 – “No Lombo do Jumento” (Juventude Democratas): retirou a chapa.

Nos preparamos agora para o 52º CONUNE que acontece de 13 a 17 de Julho em Goiania.

Por Bruno Lacerda

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Tese do Reinventar ao 42º Congresso da União Estadual dos Estudantes

Clique aqui e faça o download de nossa tese finalizada.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Plenária em Praça Pública

Caros (as) Estudantes,
 
É com grande satisfação que o Movimento Reinventar vem comunicar-lhes que chegamos a um momento crucial de nossa mobilização para os Congressos da União Estadual dos Estudantes (UEE) e da União Nacional dos Estudantes (UNE) que acontecerão entre os dias 23 a 26 de junho em Divinópolis, e 13 a 19 de julho em Goiânia respectivamente. Neste sentido, estamos convidando você e toda a galera disponível para que possamos aprofundar nossos debates em torno de toda a pauta a ser debatida nos congressos, e por fim definir quem serão os (as) delegados (as) (representantes das instituições de ensino) garantindo nossa representação nestes eventos.
Sendo assim, estamos pedindo aos interessados em participar dos debates e serem os representantes das suas Universidades e Faculdades, para que nos envie seus nomes e comprovante de matrícula ou boleto de pagamento ao e-mail reinventarmg@yahoo.com.br com o intuito de fecharmos os nomes e garantirmos a estrutura necessária para transporte destes até as cidades nas datas marcadas. É sempre bom lembrar a importância da participação do estudante em ambos os eventos, porém não existe obrigatoriedade da parte de quem for a Divinópolis ir para Goiânia ou vice- versa, ficando a cargo deste optar de acordo com sua disponibilidade.
Para finalizar nosso papo, gostaríamos de convidá-lo para nossa plenária que será realizada neste sábado, dia 7 de junho, às 14 horas no coreto da Praça da Liberdade para debatermos sobre os temas que serão pautados nos congressos e esclarecimentos gerais assim como demais dúvidas em relação ao andamento deste processo.  Sintam-se à vontade para convidar seus amigos, é fundamental a presença do maior número de estudantes possível para darmos continuidade à nossa luta.
 
Saudações estudantis!!!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Eleição para os delegados ao 52º Congresso da União Nacional dos Estudantes na UNI BH

Reinventar a UEE
Vote chapa 2 Reinventar

QUEM SOMOS?

O Movimento Reinventar é um coletivo de estudantes que nasceu com o objetivo de imprimir uma atuação diferente no Movimento Estudantil, prezando pelo diálogo e com independência em relação a partidos e governos. Entendemos que movimento estudantil se faz a partir dos interesses dos estudantes, na defesa da educação, das melhorias no cotidiano dentro das nossas universidades e conectado com as grandes causas nacionais, como a garantia de direitos e a defesa da soberania nacional. Essas lutas se dão a partir do fortalecimento das entidades que compõem toda a rede do Movimento Estudantil: DA’s, Conselhos de DA’s, DCE’s, UEE e UNE. Queremos, com a sua ajuda, construir um movimento que resgate a capacidade de atrair mais jovens para transformar o Brasil, longe da arrogância de determinadas “frentes” e “grupos” que se põem à frente como os “donos da verdade”.

Chegou a hora de REINVENTAR a UNE e a UEE

Que eleição é essa?

Nos meses de junho e julho, acontecerão dos importantes congressos estudantis: da UEE – MG (União Estadual dos Estudantes) e da UNE (União Nacional dos Estudantes). Essas são as entidades máximas de representação dos estudantes universitários em nível estadual e nacional, respectivamente. De dois em dois anos, esses congressos além de eleger a nova diretoria das entidades, servem também para definir as bandeiras que irão pautar as ações da próxima gestão. Esta eleição irá escolher os delegados que irão representar os estudantes da UNI-BH nestes importantes congressos.

UNE

Com certeza muitos estudantes não conhecem ou apenas já ouviram falar da UNE (União Nacional dos Estudantes). É a entidade que representa todos os estudantes universitários do nosso país. A UNE tem 73 anos de história, é a maior entidade do Movimento Social Brasileiro e que teve importante papel na história do país, na campanha O Petróleo É Nosso, contra a ditadura militar e nas Diretas Já!, pelo Fora Collor, dentre outras mobilizações na luta por uma sociedade justa e pelos direitos dos estudantes por uma educação de qualidade.

UEE

A UEE-MG (União Estadual dos Estudantes) foi reconstruída há pouco mais de 10 anos. É ou pelo menos deveria ser a entidade máxima de representação dos estudantes universitários de Minas Gerais. Embora em conjunto com a UNE e demais entidades do Movimento Estudantil e a UEE tenha participado recentemente de momentos importantes como as mobilizações por um novo Plano Nacional de Educação e a defesa de 10% do PIB para a educação e do Fundo Social do Minério para a educação – a UEE MG é uma entidade apagada, corrompida pela disputa interna de poder, com uma enorme desorganização e com anos de gestão de um mesmo grupo majoritário na sua condução, o mesmo grupo ligado à Chapa 1. A entidade realizou na última gestão apenas uma reunião de sua diretoria plena, não tem sede, não faz prestação de contas, não tem uma política de comunicação eficiente, não consegue representar de fato e ser referência aos estudantes universitários de Minas Gerais.

Porque queremos reinventar a UEE?

A UEE é uma entidade histórica e que tem um papel importante para com a nossa sociedade, na organização dos estudantes e na luta pela educação, na defesa de direitos e da soberania do nosso país. Queremos construir uma UEE em que os estudantes se sintam representados de fato. Precisamos resgatar a nossa entidade, organizar um movimento estudantil independente, autônomo, combativo e em defesa dos interesses dos estudantes, e que acima de tudo que se comprometa a cumprir um papel determinante, ou seja, de ser uma entidade que retome o sentimento de participação e censo critico que é tão presente na nossa juventude, mas que por grande influência do descrédito em nossos governantes se tornaram apáticos no processo político. Queremos uma UEE sintonizada com os reais anseios da juventude, promovendo a cultura, o esporte, a vida acadêmica e a constante organização estudantil.

Para Reinventar o Movimento Estudantil, defendemos:

• Independência da UEE e UNE perante aos partidos e governos
• Por mais democracia interna nas entidades
• Por uma política de comunicação que aproxime os estudantes das entidades
• Pela conquista da sede da UEE
• Mais clareza nas finanças da UEE - prestação de contas já!
• Realização do festival de cultura da UEE
• Integrar o DCE da UNI BH nas atividades da UEE e UNE

E para a Educação:

• Que a UNE e a UEE intensifique as mobilizações em torno do novo Plano Nacional de Educação. Sem financiamento adequado não há avanços na educação, 10% do PIB já!!
• Que a UNE e a UEE liderem uma grande campanha Pela Regularização do Ensino Superior Pago: contra o aumento abusivo de mensalidades
• Pelo novo marco regulatório para a mineração e criação do Fundo Social do Minério para a Educação.
• Pela estadualização da UEMG, transformando-a em uma universidade de peso e com amplo investimento em Ciência e Tecnologia
• Plano Nacional de Assistência Estudantil Já!

O que mais defendemos:

• Somos bastante críticos à proposta do novo Código Florestal
• Auditoria da Dívida Pública Já!
• Redução da jornada de Trabalho para 40 horas semanais + emprego pra juventude
• Fim do 14° e 15° salário dos deputados

Esta chapa foi idealizada pelo Movimento Reinventar. Não escondemos nossa cara e não nos furtamos em defender autonomia do movimento estudantil perante aos partidos e governos. Em nossa opinião, governos que conquistam avanços para a educação não fazem mais do que sua obrigação. No entanto, se caminham na contramão do avanço, ai não há quem nos cale! O que queremos é inundar as universidades de consciências esclarecidas, dispostas a defender um país melhor com a força da Juventude.

“só nos resta a esperança de uma reversão radical que devolva aos brasileiros a ousadia de tudo repensar para reinventar o Brasil que queremos”
Darcy Ribeiro

Faça parte do Movimento Reinventar Acesse:
www.reinventarmg.blogspot.com
reinventarmg@yahoo.com.br
Twitter: @reinventar_mg
Tels 31 9601-2449 / 31 9712-5172 – 31 8806-8065 / 31 9240-1972

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Eleições para Delegados ao 52º CONUNE na FUMEC



Eleições de delegados ao 52º Congresso da UNE. Chapa organizada pelos Movimentos Mudança, Transformar sonho em Realidade (UJS) e DS Kizomba, fecha a urna no turno da tarde e proibe estudantes de votar nas eleições para o CONUNE.

Resultado Final das Eleições
Chapa 1 UJS, DS e Mudança 211 votos
Chapa 2 Reinventar e Rebele-se 389 votos



É por essas e outras atitudes ainda mais baixas que somos oposição a UJS em Minas Gerais!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Defender a Equiparação dos Royalties do Minério ao do Petróleo - Questão de soberania


No dia 12 de maio, no plenário da Assembléia Legislativa de Minas Gerais - ALMG, foi realizada uma audiência pública com a finalidade de se estabelecer uma PEC que cria o  Fundo Social do Minério, para serem investidos em áreas sociais, principalmente na educação.

Nós consideramos uma bandeira extremamente justa, dado o descaso com o financiamento da educação por parte tanto do Governo Federal quanto do Governo Estadual, que não cumpre corretamente os 25% de seu orçamento para a educação, além de não cumprir o piso salarial do professor.

Acontece que a bandeira do fundo social de nada valerá se o eixo principal da luta não for pela revisão da compensação financeira que as empresas mineradoras pagam pela exploração do minério - os chamados Royalties. Dados oficiais mostram que a alíquota dos Royalties do minério é equivalente a 2% sobre o lucro líquido das companhias mineradoras, enquanto a do petróleo é de 10% sobre o faturamento bruto das petroleiras.

Vale destacar ainda, a "colher de chá" que o governo concede às mineradoras, através da lei Kandir que isentou as empresas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS, imposto que mais arrecada para os cofres públicos estaduais.

Como se não bastasse o dano causado aos cofres mineiros, temos ainda outros fatores bastante preocupantes que devem ser considerados, como as condições de trabalho oferecidas aos empregados das grandes mineradoras. Estes não possuem uma política de salubridade adequada, e é sem dúvidas algo que deve estar na pauta de discussões.

Em Araxá, por exemplo, temos uma das maiores taxas de câncer do Brasil, provocados pela exploração do Nióbio, que é um mineral diferenciado utilizado na construção de alto fornos e indústria de ponta, e sua exploração se dá através de processos químicos que deixam poeira radioativa suspensas no ar, causando grandes danos à saúde do população daquela região.

Outro ponto importante a se destacar é que, a exploração mineral causa danos irreparáveis ao meio ambiente, depois de "parasitarem" nossos recursos naturais, "maqueiam" a degradação com plantio de eucalipto, o que torna a situação ainda mais preocupante.

Assim nós do Movimento Reinventar, defendemos uma nova Lei Mineral, que esteja alinhada a reparação de anos de descaso aos cofres públicos, ao meio ambiente e ao povo das Minas Gerais.
Defendemos um Fundo Social que tenha recursos reais para revolucionar a educação, trazendo benefícios para todas as áreas de interesse social.

Assim propomos:

  • Pela equiparação dos Royalties do Minéiro aos do Petróleo;
  • Pela reestatização da Vale do Rio Doce;
  • Pelo Fundo Social do Minério;
  • Pelo Fim do Monopólio da CBMM;

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Audiência Pública pelo Fundo Social do Minério





Acontece hoje na Assembléia Legislativa de Minas Gerais uma reunião conjunta da Comissão de Minas e Energia; Comissão de Participação Popular e Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia (Auditório) - debater a destinação dos recursos referentes à cota-parte do Estado na Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais, para a área de educação e desenvolvimento social. Convidados: secretário de Estado da Fazenda, Leonardo Maurício Colombini; secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Adriano Magalhães Chaves; secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Almeida Gazzola; secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, deputado federal Nárcio Rodrigues; presidente do Movimento pelos Royalties do Minério, Luiz Begazo; presidente da União Colegial de Minas Gerais, Péricles Francisco dos Santos; Vice presidente da União Estadual dos Estudantes, Robson Bruno Lacerda;. Requerimento: deputados Rogério Correia, Alencar da Silveira Jr., Luiz Carlos Miranda e Sargento Rodrigues e deputada Liza Prado.



Abaixo postamos uma matéria veiculada no Jornal Valor Econômico que nos dá subsídios do quanto é importânte é este debate para o povo mineiro.

Mineração X Petroleo

Há uma grande diferença entre os 2% pagos pelas mineradoras e os 10% pagos pelas petroleiras.

Muito tem se falado nos últimos meses a respeito de um inevitável aumento dos royalties da mineração. Em palestra no 14º School of Mines, realizado no Rio de Janeiro, o analista sênior de mineração do Santander Research, Felipe Reis, destaca que o cenário mais provável é de alta, seguindo a tendência internacional. Na Austrália, já houve um aumento de 30%; no Chile, está em exame no congresso um reajuste de 4% para 9% dos royalties cobrados das mineradoras privadas.
Em matéria publicada no Valor, Anderson Cabido, prefeito de Congonhas, cidade histórica de Minas Gerais, reforça essa posição e afirma ser injusta a alíquota dos royalties do minério, equivalente a 2% sobre o lucro líquido das companhias mineradoras, enquanto a alíquota do royalty do petróleo é de 10% sobre o faturamento bruto das petroleiras. Cabido, que também está à frente da Associação Nacional dos Municípios Mineradores (ANMM), oferece como exemplo dessa injustiça o fato da cidade de Macaé, no Estado do Rio de Janeiro, ter recebido R$ 1,1 bilhão em royalties do petróleo em 2009, enquanto todos os municípios mineradores do país terem apurado juntos R$ 1,08 bilhão em royalties do minério.
Apesar de usar a alíquota de 10% do petróleo como paradigma de um inevitável aumento dos royalties do minério, Cabido não pleiteia um tratamento igualitário para ambos os produtos minerais, petróleo e minério. A proposta dos prefeitos é de um aumento de 2% a 4% da receita bruta da mineração, e não de 2% para 10%, como seria coerente, segundo seu raciocínio comparativo entre petróleo e minério.
Na outra ponta desse debate encontram-se as mineradoras, que defendem a manutenção em 2% dos royalties da mineração, sob alegação de que um aumento poderia comprometer a competitividade do minério brasileiro no exterior.
Segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), o problema não é isoladamente a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais, ou royalty do minério, mas o total dos tributos que incidem sobre os minérios, cuja exportação, a propósito, é isenta de ICMS.
A exploração petrolífera ocorre a quilômetros da costa, já a mineral engole montanhas, assoreia rios e seca nascentes.
Tamanho ativismo de ambas as partes, a favor ou contra o aumento dos royalties da mineração, parece ignorar aspectos importantes que impactam diretamente na população dos Estados e municípios produtores. Primeiramente, deve-se observar que a mineração é um setor de enorme rentabilidade.
No Brasil, as duas principais empresas de exploração de recursos naturais, petróleo e minério de ferro, são, respectivamente, a Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras) e a Cia. Vale S/A (Vale). No período de janeiro a setembro de 2010, o lucro líquido da Petrobras foi de R$ 24,588 bilhões, enquanto o da Vale foi de R$ 20,068 bilhões. Levando-se em consideração que a Petrobras ainda exerce quase um monopólio na produção de petróleo e gás natural e que a Vale é responsável por cerca de 40% do valor da produção mineral brasileira, conclui-se que o lucro líquido do setor de mineração é superior ao lucro líquido do setor de petróleo e gás natural.
O descompasso entre os royalties do petróleo e os do minério fica ainda mais evidente se considerarmos o fato de que a exploração petrolífera ocorre a quilômetros da costa e distante das populações que vivem no continente, enquanto a exploração mineral engole montanhas, seca nascentes, assoreia rios, destrói estradas com seus caminhões cada vez maiores e mais pesados, e requer uma infraestrutura maior nas regiões minerais.
Esse descompasso demonstra claramente que a tese a ser defendida é de um tratamento igualitário entre petróleo e minério, com a equiparação dos royalties desses bens naturais não renováveis, que são regidos pelo mesmo artigo 20 da Constituição.
Outro aspecto importante a ser observado é o fato de que com tamanha rentabilidade, dificilmente um aumento, digamos, de 2% para 10% da alíquota dos royalties do minério, comprometeria a competitividade do minério brasileiro. Afinal, para abastecer os seus carros a população paga uma das gasolinas mais caras do mundo, um dos metros quadrados mais caros do mundo na hora de comprar um imóvel, assim como na hora de adquirir um veículo ou o pão nosso de cada dia. Portanto, seria improvável que as prósperas mineradoras teriam dificuldade em arcar com um royalty do minério reajustado para um patamar semelhante ao do petróleo, que ainda assim não seria o royalty mineral mais alto entre os paises produtores.
A boa notícia para as mineradoras está no dividendo social que esse aumento dos royalties do minério proporcionará à sociedade em geral, e aos Estados e municípios mineradores em particular. Após décadas como meros expectadores do que acontece em seu subsolo, esses estados e municípios finalmente terão a oportunidade de obter algo que faça jus à sigla CFEM, ou seja, uma Compensação Financeira pela Exploração dos Recursos Minerais que realmente signifique uma compensação adequada, e contribua efetivamente para uma merecida melhoria da qualidade de vida da população desses Estados e municípios.

Valor Econômico - 7 de janeiro de 2011



terça-feira, 10 de maio de 2011

III ENCONTRO MINEIRO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS

MANIFESTO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL

Há três anos todas as regiões do mundo vivem os efeitos da grave crise econômica que se abateu sobre a economia capitalista. Apesar da propaganda oficial de vários governos e da grande burguesia afirmar a superação da crise, a realidade mostra que ainda há impactos diretos na vida da classe trabalhadora, comO o retrocesso de direitos conquistados, nenhum aumento real nos salários, avanço da carestia de produtos de primeira necessidade, ataques aos serviços públicos, cortes de grande impacto nos investimentos sociais e a retirada de direitos dos trabalhadores e da juventude. Essa foi a cartilha aplicada em vários países do mundo.

O povo, por sua vez, tem respondido com inúmeras mobilizações e lutas contra essas medidas dos governos e contra a continuidade dos privilégios dos ricos. Lutas na Grécia, Itália, França, Espanha, Alemanha, Inglaterra, Tunísia, Iêmen, Egito, Bahrein, Líbia, Jordânia, Arábia Saudita, China, Chile, Equador, Porto Rico e mesmo os EUA encabeçadas pela juventude estão dando o tom da resistência dos povos.

Nos primeiros 100 dias do governo Dilma, as políticas adotadas vão na contramão dos interesses dos trabalhadores e da juventude que votaram contra o bloco demo-tucano. Em nosso País, o exemplo a ser seguido de mobilização, é a luta dos trabalhadores de Jirau e Santo Antonio que paralisaram as obras por melhores condições de trabalho, melhores salários e denunciamos aqui a criminalização do movimento feito pelo governo federal que mandou as tropas da força nacional para reprimir a luta dos trabalhadores.

O Governo Federal ainda anunciou um corte de R$50 bi do orçamento no dia 09/02/2011, atingindo em cheio as áreas sociais e, em especial a educação pública. Foram cortados do MEC, do MCT e da FINEP cerca de R$4,5 bi. Isso representa 10% do Orçamento de Custeio nas IFES, além dos 50% da Verba de Viagens e Estadia. Não contente, o Governo ainda elevou os juros para beneficiar ainda mais os banqueiros, decretou o cancelamento de todos os concursos públicos, dentre eles docentes e técnicos em educação, e quer privatizar os HUs com a MP 520, além da proposta de congelar o salário de todos os servidores públicos por 10 anos.

Isso tudo justo quando o ensino superior brasileiro vive um momento de expansão de vagas que, não é acompanhado pelo necessário aumento do investimento público em educação. Prova disso é que o orçamento da União destinou em 2009 apenas 2,88% para a educação, enquanto que, para o pagamento da dívida pública e para o financiamento dos banqueiros, foram usados 35,57% dos recursos totais previstos.

Nas instituições de ensino superior pagas, o que vivemos são a mercantilização do ensino, com altas taxas, aumento abusivo das mensalidades, salas lotadas, perseguição das lideranças estudantis, falta de democracia nos órgão de representação das universidades e nenhuma regulamentação.

No estado de Minas, vivenciamos uma política de maquiagem de Escolas supostamente “MODELOS”, um grande sucateamento da Universidade Estadual de Minas Gerais(UEMG), que nem de longe se compara com o exemplo de outras estaduais pelo Brasil e na maioria das unidades é cobra mensalidades dos estudantes. Outro dado alarmante é o fato do governo estadual destinar criar mais vagas nas cadeias do que na UEMG. Esse não é um modelo a ser seguido no Brasil.

A forma como vem sendo implementada em várias universidades o consórcio público anunciado pela Reitoria de sete Universidades Federais do Sul e Sudeste de Minas, sem debate junto com o Movimento Estudantil e as outras categorias, preocupa bastante os estudantes. Na UFSJ, por exemplo, o DCE-CEB vem tendo sua autonomia desrespeitada o que impede o debate e as decisões sobre o consórcio com a comunidade acadêmica.

Diante dessa realidade o Movimento Estudantil (ME) necessita de muita autonomia e combatividade para enfrentar e vencer essa situação.

As contradições geradas por essas medidas dos Governos têm gerado uma série de lutas que enchem de energia e esperanças os estudantes. Na UFMG, uma grande campanha pela assistência estudantil, contra a paralisação das obras do REUNI e os cortes no orçamento levaram mais de 600 estudantes para frente da Reitoria no dia 07 de abril. No CEFET, após o anúncio do MEC da demissão de 394 professores, em repúdio à negação da instituição em aderir ao projeto do IFET, os estudantes paralisaram as aulas e em seguida a principal Avenida de Belo Horizonte por quatro vezes em uma semana nos horários de pico.

Por conta das lutas, vários DCEs sofreram ofensivas de Reitores, Governantes e até mesmo a polícia. Longe de desmobilizar, essa repressão tem gerado ainda mais independência e combatividade.

Reunidos no 3° Encontro Mineiro dos Movimentos sociais, DCEs, DAs, CAs, Executivas de Curso, Movimentos e Correntes do ME mineiro e brasileiro apontam a necessidade de muita unidade, muita luta e uma integração em prol de um Brasil soberano e igualitário, de uma educação pública, gratuita, de qualidade, socialmente referenciada, e de um movimento estudantil autônomo. É estratégico para nossas grandes vitórias a curto, médio e longo prazo, reorganizar a rede do ME, criar DAs e CAs nas universidades, trazer mais DCEs para as lutas gerais e trazer de volta a UNE e a UEE-MG, há anos entregues à apatia, para o papel do coordenar a luta dos estudantes e a luta da juventude com independência em relação a governos e reitorias.

Além disso, apresentamos uma pauta de mobilizações que foram fruto do III Encontro Mineiro dos Movimentos Sociais e da realidade dos estudantes. Denunciamos a política elitista, do Governo Tucano, seus ataques aos direitos do povo mineiro e a repressão e criminalização dos Movimentos Sociais. Por isso chamamos para gritar bem alto em todo estado, pela liberdade dos meios de comunicação em MINAS. Nosso estado não quer CHOQUE, quer terra, trabalho, liberdade e EDUCAÇÃO! Não aos Cortes de Verba! Pela aplicação de 10% do PIB para educação! Não ao pagamento da Dívida Pública! Meio-passe no transporte para todos estudantes com dinheiro dos empresários e não ao aumento das tarifas. Destinação de R$1,5 bi para Assistência Estudantil! Não ao IFET! Pela transformação do CEFET-MG em Universidade Tecnológica Federal de Minas Gerais! Concurso Público para docentes e técnicos administrativo já! Pela estadualização da UEMG! Não ao Lucro na Educação! Contra o aumento das mensalidades e pela garantia de assistência estudantil aos estudantes do PROUNI! Pela reestatização das empresas privatizadas, em especial a VALE! Pelo monopólio estatal do petróleo e por uma Petrobras 100% Pública! Fim do veto ao Fundo Social do Pre-Sal! Por uma UNE e uma UEE-MG comprometidas com a luta dos/das estudantes e as necessidades de nosso povo!

É hora de uma grande caminhada rumo às nossas lutas! Mais do que críticas e análises vazias estamos praticando um exemplo de força, rebeldia, independência e combatividade que tem de ser irradiados por Minas e pelo Brasil.

“As palavras convencem, o exemplo arrasta!”

Assinam esse Manifesto:

DCE UFMG, DCE-CEB UFSJ, DCE UFV, DCE UNIFAL, DCE UFTM, DCE CEFET-MG, DCE UNA-BH, DCE UNA-Contagem, DCE STUART ANGEL, DCE ANHANGUERA, DCE FEAD, Movimentos REBELE-SE, RECONQUISTAR, REINVENTAR.
 



sexta-feira, 6 de maio de 2011

Começam as moibilizações ao 52º Congresso da UNE

Já estão a todo vapor as eleições de delegados ao 52º Congresso da União Nacional dos Estudantes e de sua etapa estadual, o 42º congresso da União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais. 
Além de renovar a diretoria das entidades estes congressos irão nortear suas ações  na defesa de uma educação transformadora e de qualidade, focando no financiamento e por um PNE a serviço do Brasil. 
Em Minas Gerais o foco central das discussões se darão em torno da gratuidade da UEMG, o consórcio universitario do Sul e Sudeste de Minas e por um novo marco regulatório do setor mineral priorizando a criação de um fundo social com recusros oriundos da mineração para serem aplicados nas áreas sociais.
O Processo de eleição dos representantes acontece através de eleições diretas em cada universidade utilizando o seguinte critério, 01 representante para cada 1000 alunos matriculados para o CONUNE e 01 representante para cada 500 pra a etapa estadual, o CONUEE. Para que o estudante possa se eleger delegado aos congressos é necessário primeiramente que o DCE da universidade esteja credenciado no site da UNE www.une.org.br, no caso de não haver DCE na IES é preciso o credenciamento de uma comissão eleitoral de 10 alunos que será cadastrada no site, após habilitada a comissão, ela deve publicar os editais e compreender um periodo de 03 dias para inscrissão de chapas e 03 dias para campanha, para então se fazer a eleição, o número de delegados eleitos por cada chapa observará o criterio de proporcionalidade simples.
Para maiores informações sobre como participar dos congressos entre em contato conosco através do email reinventarmg@yahoo.com.br ou pelos telefones 31 9601-2449, 31 9712-5172.